Voltei de viajem e já estou pronta para postar mais coisas! Antes, eu quero contar como ela foi:
Quinta-feira, 1º dia
Nós saímos de casa na quinta-feira de madrugada - de quarta para quinta, para não haver confusão -, mas eu acordei com tanto sono, mas tanto sono, que vocês nem imaginam! É que eu fui dormir tarde e acordei muuuuito cedo. Mas então, a viajem demorou mais ou menos 4 horas e meia, no tempo real, é claro. No meu tempo ela durou apenas 10 minutos, de verdade. Eu dormi a viajem inteiraaaaa, não sei como consegui. Pra mim ela foi mesmo muito rápida. Chegamos lá, tomamos café em uma padaria - aliás, o café de lá é HORRÍVEL - e fomos procurar a casa em que íamos ficar. A casa ficava num condomínio muito muito chique, cheio de casas enormes e lindas. Logo pensei: uhuuu, vamos ficar numa casa bem chique, e fiquei muito animada. Chegamos na rua da casa, e fomos olhando qual era o número das casas e tal... Até que chegamos nela, e tinha uma mulher lá. Eu pensei comigo: não pode ser! Tem gente nela! NÃO! - a casa era bem simples, bem normal, e de chique não tinha nada. Para minha grande infelicidade, era lá mesmo. A casa ficava do lado e de frente para o mato. Tá certo que lá só tinha mato, mas ela ficava bem mais perto que as outras. Ela era bem pequena e não tinha nada, a não ser as camas, os quartos, as mesas e etc. Mas isso não atrapalhou a nossa diversão não. Ah, e a mulher que estava lá era a faxineira, que estava limpando a casa.
Tiramos nossas coisas do carro, nos arrumamos e fomos à praia. Não sei porque, mas esse dia eu estava bem desanimada
Quase não entrei na água, e o tempo estava meio nublado. Depois, começou a chover. Ficamos um tempo lá e voltamos para a casa. Nos arrumamos, comemos e fomos dar umas voltas de noite nas feirinhas que tinha lá. Voltamos para casa e dormimos.
Sexta-feira, 2° dia
Na sexta, acordamos, tomamos café, nos arrumamos e fomos ver como era uma praia que tinha lá perto de onde a gente estava. Chegando lá, fui descer do carro e apoiei minha mão na porta da frente, a do passageiro, e minha tia a fechou - com força - nos meus dedos. Dei um grito, claro, e todos pensaram que era uma barata. Como eu sou burra. Depois do grito, logo berrei: MINHA MÃO!!! E foi aí que minha tia percebeu o que tinha acontecido. Ela abriu a porta e eu comecei a rir. Como eu já disse, sou burra. Mas não aconteceu nada de grave, meus dedos doeram um pouco, ficaram inchados, mas depois só doía quando eram apertados. A praia que fomos conhecer, parecia na verdade um piscinão, não tinha ondas, era quase vazia e era mais para nadar como se fosse um rio. Ficamos lá uns 30 segundos e fomos para a outra praia. Não a mesma que fomos no dia anterior, outra. Lá também não estava tão legal e eu nem quis nadar direito. Ficamos lá e minha irmã mais nova ficou o dia inteiro na água. Não sei como consegue. Aí chegou o resto do pessoal que estávamos esperando chegar, porque eles iam só na sexta mesmo. Eles chegaram, alguns foram nadar também e logo o tempo começou a virar. Até mais ou menos 1 ou 2 horas estava fazendo sol, depois começou a ficar nublado e depois começou a chover de novo. Ficamos mais um pouco lá e depois fomos embora. Chegamos em casa, nos arrumamos, jantamos e fomos passear novamente no mesmo lugar que na quinta. Ficamos lá na feirinha e meu tio foi buscar minha irmã mais velha na rodoviária. Ela chegaria na sexta de noite porque ela trabalha. Fomos ao encontro deles lá no parquinho de diversão que tem lá, e quando eu vi minha irmã foi muito estranho. Estranho mesmo. A gente sempre viaja juntas e a gente se entende - menos quando brigamos - e como eu estava meio sozinha nesses dias que ela não estava, quando eu a vi, parecia que agora eu podia ser quem eu era. Espero que ela não veja isso, pois é mesmo estranho. Caso veja, ela é chata, feia e gorda. (Ela entende, de novo). Mas então, eu, ela, a Vic e meu tio fomos num brinquedo que era tipo uma barca que quase virava de ponta cabeça e ficava girando como um chapéu mexicano. Depois fomos embora. Nos arrumamos e dormimos.
Sábado, 3º dia
Acordamos com muito sono. Meu tio ficou bravo - não de verdade - porque tínhamos sido as ultimas a acordar, o outro pessoal acordou primeiro e a gente perdeu para eles. Não sei o que, mas meu tio ficava falando que perdemos para os Sousas, que eram eles.
Arrumamos nossas coisas e fomos na mesma praia do primeiro dia. E lá estava mais legal, e eu estava animada esse dia. Invoquei com a parte de baixo do meu biquíni e acabei comprando um shortinho para nadar. Sei que é brega, mas pelo menos eu estava me sentindo bem. O pessoal foi nadar e eu fui com a minha tia fazer caminhada até o fim da praia. Lá tinha um negócio daquela marca de gás que eu esqueci o nome. Não lembro nem se era de gás. Sou bem esquecida. Aí eu fiquei um pouco lá com ela, ela acabou fazendo uns minutinhos de aula de ginástica e dança. Eu não. Eu sou chata. Aí voltamos para onde estávamos, eu passei mais protetor - de verdade, eu não queria queimar - esperei e fui entrar na água, já que a Jéssica (minha irmã mais velha) e nossas amigas que vieram também estavam lá. É aqui que o bicho pega.
Espero que minha mãe não veja, se não nunca mais vamos à praia. (Meus pais não foram, fomos com meus tios).
Então... eu entrei na água e fui andando em direção à minha irmã. A correnteza estava forte e estávamos perto da onde tinha buracos. Vi minha irmã sozinha lá no outro lado. Era perto do fundo, mas estava mais pro raso. Pensei comigo: Nossa, olha a Jéssica lá... O que ela está fazendo lá sozinha? Deixa eu ir lá com ela.
É, eu já disse, sou burra. Quando eu cheguei lá, ela falou berrou: Camila, o que você tá fazendo aqui?! Foi nessa hora que ela afundou, depois surgiu novamente e olhou para mim. Ela ia me falar que a gente estava no buraco, mas pela minha cara ela percebeu que eu já tinha percebido. Eu também tinha caído no buraco e voltado e minha cara estava tipo muito assustada. Deveria estar engraçada até. Aí a gente olhou para a frente, na praia, e vimos que estávamos de frente para a plaquinha PERIGO. Ficamos muito assustadas, e tentamos nadar para o outro lado, pra onde estavam nossas coisas, mas a correnteza era forte demais e não saímos do lugar. Só ficamos cansadas. Era muito desesperador, o mar estava puxando muito e lá no buraco não dava pé. E não tinha NINGUÉM por perto. Pensamos em pegar uma onda e ir pro raso. Mas lá NÃO TINHA ONDA! Sabe aquelas ondas que só passam e não quebram? E elas puxavam mais ainda pro fundo. Pensamos que não iríamos conseguir. (Momento programa "Eu Sobrevivi"). Fomos nadando mais para o raso e começou a dar certo. Mesmo muito cansadas, nós estávamos conseguindo. Chegamos perto do raso quase morrendo, fomos andando até a areia e sentamos do lado da plaquinha de perigo. Mas sentamos tipo: Nossa, que sufoco! Estávamos quase morrendo, todas descabeladas e muito cansadas. Ficamos um tempo lá, sentadas, refletindo o que aconteceu. Foi muito agonizante. Foi emocionante. A primeira coisa que pensamos quando conseguimos sair de lá foi em falar para a minha minha irmã mais nova tomar cuidado. Depois aproveitamos mais o dia, as ondas estavam bem grandes, principalmente depois que começou a chover, mas o dia foi bem legal. De noite fomos em outra feirinha, mais legal e depois fomos dormir.
Domingo, 4° e último dia
Nesse dia nós conseguimos acordar mais cedo que os Sousas, e ganhamos. Eu, meus tios e minhas irmãs fomos em uma praia diferente, uma praia de mergulho. Para ver os peixinhos. Como o resto do pessoal queria ir na outra, eles foram lá enquanto nós fomos nessa. Ficamos pouco tempo lá. Depois voltamos para aquela praia de sábado e ficamos junto com o resto do pessoal. Lá nos divertimos bastante, já que o tempo estava melhor e as ondas estavam bem legais. Eu, minha irmã e as meninas que foram também (Sousas) inventamos um novo esporte. Ele se chama Overboard ou Over Board, sei lá. Na verdade pensamos que traduzindo para o português ficaria alguma coisa tipo "afogando", não sei. Mas depois eu vi que não era bem isso. Mas então, nesse esporte a gente pega aquelas pranchinhas de praia e ficamos duas de cada lado dela, grudadas sem poder por os pés no chão. Nós ficamos mais pro fundo, onde as ondas grandes quebram (nem tão no fundo, onde todos ficam) e esperamos uma onda bater na gente. Ganha pontos quem largar a pranchinha por último. É quase um suicídio, mas é bem legal. A primeira onda que nos pegou foi tipo uma onda mortal e quando ela bateu na gente, todas largamos a pranchinha na hora! Cada uma foi para um lado, com a onda carregando. Eu fui virando cambalhotas e me batendo até lá pro raso... Só sei que bati em um monte de gente! Nem via pra onde eu ia, só ia sentindo um monte de corpos pelo caminho. Quando eu levantei BEM desnorteada, já tinha batido em um monte de gente e só ouvi um menino dizendo: NOSSA!. Do tipo bem horrorizado. Foi engraçado. Depois brincamos mais disso, só que pegamos prática e as ondas não eram mais tão monstruosas quanto aquela. Depois paramos um pouco de "brincar" disso. Depois de apostar algumas corridas com meu tio, pra ver quem chegava mais rápido com a pranchinha no raso, fomos lá descansar. Depois começamos a arrumar as coisas para ir embora. Que pena que estava acabando! Fomos até a casa, nos arrumamos, arrumamos nossas coisas, conversamos sobre nossa viajem, comemos, lavamos a louça e fomos embora. No caminho eu fui pensando... a volta não foi tão rápida quanto a ida. Chegamos em nossas casas bem, graças à Deus. Eu estava morta e fui dormir.
Fim.
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