segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
"Estou te escrevendo para te lembrar da gente. Sei que faz muito tempo, que a gente perdeu o contato, mas sinto falta. E agora, em um momento de loucura talvez, estou escrevendo para te lembrar também. Te lembrar de como nós crescemos juntos e como isso mudou e não existe mais. Você morava aqui perto de casa e a gente se conheceu na rua, brincando desde pequenos. Eu saia com minha bola, você com seu peão, e a gente se divertia, corria e chegava em casa plenamente sujos. Você comia bolo na minha casa, eu dormia na sua. Foi uma infância maravilhosa do seu lado. Crescemos e entramos na escola, éramos até então indesgrudáveis, se é que essa palavra existe. Chegou a adolescência e ficamos mais amigos do que nunca... tínhamos alguns colegas no nosso grupo, mas eu e você sempre fomos mais unidos que todos. Eu fazia trabalho na sua casa, e quando sua família viajava, eu ia também. Você costumava brincar com meu cachorro, nadar em casa, me dar conselhos. Ah, sim, os conselhos... Os melhores do mundo! A gente entrou naquela fase de começar a paquerar, gostar das pessoas, sair. Você me ajudava com os meninos e eu te ajudava com as meninas, apesar de ter um ciumes enorme e inexplicável. E aí começou a ficar estranho. O que me unia a você não era mais só amizade, eu sentia mais alguma coisa. Não admitia de jeito nenhum, mas eu tinha tantos problemas com os meninos porque eu sabia que eu não queria nada com eles, só com você. E eu comecei a ficar com medo desse sentimento. A gente ficou tão unido a ponto de não conseguir ficar um dia sequer sem se ver. Passeávamos no parque, deitávamos embaixo das árvores e meu amor só crescia. E eu sei que para você eu era assim também. Até que chegou a época que éramos como namorados, de andar de mãos dadas, passar muito tempo juntos... Mas nunca admitimos nosso amor, nunca nos beijamos. E a vontade que eu tinha de te beijar crescia e perdemos muitas oportunidades, por vergonha talvez. E daí, um dia que era para ser normal, eu te esperava na rua e você não apareceu. Esperei o dia inteiro, a noite inteira, mas você tinha sumido. Na sua casa não tinha ninguém, e isso me perturbava Até que minha mãe veio me contar que seu pai faleceu e que você e sua mãe, junto com seus irmãos, tinham ido morar com seus avós, em outro estado. Aquilo para mim foi o fim. Eu fiquei sem saber o que fazer, não comia, não dormia. Não entendia como você podia ter me deixado de uma hora para outra, logo quando tudo estava tão bem. Eu chorava o dia inteiro, sentia um aperto tão grande no peito, um desespero tão grande que eu não sei como sobrevivi. Minha mãe me mudou de escola para ver se eu esquecia, me levou no médico, porque eu não saia da cama. Mas nada que ela ou outra pessoa fizesse, me faria esquecer a dor, a sua perda, tudo o que passamos juntos. A dor era insuportável eu só queria ter você de novo, sair na rua e te encontrar lá, me esperando com aquele sorriso quente. Eu não tinha ideia do tamanho do meu amor, mas quando você partiu e me deixou sem nenhuma despedida, com o coração na mão, eu vi que era impossível viver sem você, e que me arrependia de nunca ter te dado nenhum beijo, para recordar. E aquilo perdurou por um longo tempo, até eu começar a esquecer. Você sempre esteve na minha mente, mas eu comecei a viver, sair, namorar. Nunca te esqueci, mas sabia que você tinha me esquecido há muito tempo já. Só que agora eu não aguento mais, sei que estou grande, adulta, mas sempre quis te dizer uma coisa que eu sempre senti mas nunca te disse. E sabia que você sabia, mas nunca te disse, assim, com todas as palavras. Perdemos contato, nunca mais nos veremos, mas eu preciso te dizer que eu te amo. Sempre te amei, como amigo, como amor, como namorado. Mas nunca te disse, então, agora, nesse momento de loucura, te escrevo para te lembrar que eu sempre te amei e que você foi a pessoa mais importante que passou pela minha vida e que eu nunca vou te esquecer e que eu sinto tanta saudade, mas tanta saudade, que ninguém no mundo poderá preencher, porque só você me entende, só você me conhece melhor que eu. Eu sinto falta da gente, sinto falta do nosso amor, e para sempre vou sentir."
Para os amigos em sofrimento.
Só queria deixar escrito, comprovado e assinado, que vocês, pessoas que eu tenho no meu coração, não sofram. Deem o melhor de si para se superarem, sejam fortes e coloquem um sorriso no rosto, porque o sofrimento de vocês também me causa dor. E eu posso ajudar... posso não ser muito útil, mas posso oferecer um ombro, uma brincadeira, um carinho. Não sou boa em conselhos, mas posso tentar. A gente pode assistir um filme bobo de sessão da tarde, fazer tranças no cabelo, jogar vídeo games, comer brigadeiro! Olha só o que eu posso oferecer, esquece essa dor malvada, saia, se divirta, seja feliz por você e mais ninguém, e eu serei feliz também. Esquece o que te faz mal, dê valor ao que te faz bem, se ame e ame o mundo. Faça qualquer coisa que te deixe bem, só não me deixe ver essa lágrima no seu rosto mais uma vez.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Eu ando pela casa de um lado para o outro, sem saber o que fazer, sem saber onde parar. O cabelo despenteado, pijama no corpo o dia inteiro. O dia sem você, não parece dia. O dia sem sua mensagem, sem notícias suas, parece mais uma morte. Eu fiquei esperando alguma mensagem, mesmo sabendo que era em vão, que ela nunca chegaria. Não sei porque eu ainda tenho esperanças... Não sei onde você passou o dia, o que você fez, como você está sem mim, se está sofrendo como eu estou. Certamente que não. É horrível não saber de você. É horrível tudo isso. Eu imploraria que você aparecesse, nem que fosse só para eu te ver mais um vez, mas estou ficando cansada. Essas quase lágrimas que lutam comigo para cair a cada hora do dia, esse aperto, toda essa dor machuca muito. Eu não consigo ser eu sem você, não consigo pensar, relaxar, nem nada disso. Só queria que você voltasse. E como você não volta, só me resta cair de boca nesse sofrimento, nessa saudade.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Não minto. Eu acreditei ser possível o nosso belo amor, acreditei em você. Botei fé, bati o pé e lutei, daria certo, eu sei que daria! Esperei você vir, correr atrás de mim dizendo que eu sou o amor da sua vida, esperei ouvir que você me ama incondicionalmente, e que você faria de tudo para ficar comigo. E que não importa o que acontecesse você estaria ao meu lado e que nunca me fizesse sofrer. Que não me largaria nem em um bilhão de anos, nem que eu quisesse. Esperei, e esperando fiquei. Comecei a esperar demais, tantas vezes eu desisti de esperar e fui logo ter com você, dessa vez resolvi esperar e não me entregar. Acontece que o que eu sabia mas não admitia de modo algum, era que seu orgulho sempre foi maior que o seu amor. Você não lutaria por mim, não correria atrás de mim nem em uma vida inteira e nem em duas. Você se acha dono da razão, e mais importante do que outra coisa, é realmente estar certo. Orgulhoso. Caí de cara no chão quando de fato percebi essa lástima. Eu cansei, de verdade, não vou correr atrás mais nenhuma vez. Não vou implorar, nem me jogar aos pés, não vou tentar tirar satisfações, meu querido. Eu só tenho dó, porque num mundo onde o orgulho é maior que o amor, as pessoas são pobres de caráter, encarecidas de bondade. Deixemos que o amor nos consuma!
Eu continuo esperando, sem sucesso. E cansei de esperar. E eu sinto muito, querido, mas se você me ama, está na hora de sofrer um pouquinho. E que depois você se lembre que seu orgulho, seu ego inflado, sua indiferença, fez você perder alguém que te amaria até o fim do mundo. Com carinho, espero que você sofra, e viva sua vida amargamente como gosta. Eu quero procurar minha felicidade, e só.
domingo, 16 de setembro de 2012
Nosso amor é fácil, mas é difícil. Talvez eu não seja certa para você... Dizem que os opostos de atraem, não discordo, mas quem se atraem são os dispostos. Parecia impossível, mas foi a melhor junção que poderia ocorrer. Manhã de sábado com cheiro de grama molhada, tão impressionantemente irregular, esporádico, mas que desperta o tic-tac mais bem vindo no coração. E nossa diferença, talvez, ou nossa insanidade ou orgulho, o que quer que seja, te leva para longe de mim. Terminar o domingo já é sacrílego, sem você é quase uma morte. Minha mão coça pedido o celular, ou uma mensagem... Querendo notícias. Eu sei que são fases, ou não, mas eu te amo. Não ia terminar a frase assim, mas essas palavras quiseram sair por vontade própria. De qualquer maneira, eu não saberia viver sem você. Sem você, o ar parece pesado demais para entrar nos pulmões. Eu queria que você continuasse a me fazer rir, como você sabe, e que você me abraçasse tão forte quanto pode, ou que desse milhares de beijinhos rápidos no rosto inteiro, sem me deixar tempo para respirar. Queria você de novo aqui comigo, porque parece que cada vez que você some, eu percebo mais o quanto é grande meu amor. Eu faço tantas coisas erradas, te machuco muito e não gosto disso. Eu sou capaz de sacrificar o que for preciso para te ter comigo, e eu só queria que isso fosse claro. Nosso amor não é correto, não dá certo. E por isso eu gosto mais ainda. Eu quero você aqui, entenda. E se for preciso sacrificar o que temos, que você saiba que eu te amo mais do que qualquer coisa, que o que a gente tem é melhor que amor, que a gente combina junto, dá certo, por mais que dê errado.
Eu te amo.
sábado, 15 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Não consigo dormir, não consigo comer, não consigo pensar. Não consigo nada, desde a tarde em que você apareceu e se foi, assim, na mesma tarde. Parecia tão fácil, tão bom... Agora é algo que dói, que sufoca. Não sei como, não sei mesmo. Como você aparece e some, e mesmo em tão pouco tempo me deixa um vazio enorme. Acho que a gente sabe quando encontra um tesouro. Ver e não poder tocar, dói. Saber que não vou ver mais, dói pior. Só queria voltar a ser como antes, só isso. Queria evitar todo esse sofrimento, queria esquecer, sei lá. Viver. A vida tem dessas de nos fazer sofrer quando já fomos felizes demais. Pobre Injusta, a vida.
Queria estar na paz, na tranquilidade, queria estar com ele... Queria sim, para sempre. Sem dor, sem sofrimento, nem nada disso.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
A vida é injusta sim, ela me tira dos seus braços e me joga no abismo, separa como que por diversão a felicidade de dois. Talvez ela queira que a gente lute, se mate, mas tente sobreviver nesse mundo doido, e eu juro que não entendo.
Por que não deixar cada um ter a pessoa que ama em paz e feliz, por que tem que separar pessoas, magoar, tirar nosso mundo? E por que tem que trazer as pessoas erradas, para sofrermos sempre uma nova perda, por que não trazer logo de cara a pessoa certa de uma vez? Ou fazer com que a pessoa errada não vá embora, nunca... Faça-me o favor, né vida?! Dá pra parar de ser tão mesquinha e injusta? Eu agradeceria.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
"Minha Querida...
Creio que se você está lendo essa carta, é porque já soube do pior. Mas acalme-se, não quero te ver triste em nenhum momento! Lembro ainda quando te conheci, você parada tão linda e serena no ponto de ônibus. Tão clichê, não? Mas depois de um, dois, três e infinitos dias te observando no mesmo horário, esperando pelo mesmo ônibus não pude me conter. Acho que você nunca me notou, meio ali no escondido, mas eu observava cada movimento seu. Era engraçado quando você ficava minutos incontáveis olhando pro mesmo ponto e pensando mil e uma coisas e ainda fazia caretas quando o pensamento a repelia, ou sorrisos quando eram alegres. Você tinha uma mania chata de ficar arrumando o cabelo... Pra que?! Ele já era tão lindo! E você ficava lá, naquele dilema... Prendia, soltava, girava, prendia de novo, e assim ia. Quando eu já não aguentava mais, fui dar uma de bobo com você, e perguntei qual seria o próximo ônibus. Expliquei para onde estava indo e você me ajudou a escolher o caminho certo (que por "coincidência" era o mesmo que o seu). Depois disso, criamos o hábito de sempre nos encontrarmos no ponto. Acabamos nos encontrando mais tarde, na faculdade, e a amizade cresceu. Como eu queria poder te abraçar agora! Não lembro, em todo meu tempo de vida, ter encontrado garota mais bela que você. Aconteceu que o destino nos ajudou, fez a amizade virar amor. Bom, para mim já era amor há muito mais tempo, porque é impossível olhar e conviver com você sem se apaixonar. Esses seus olhos dizem tanto sobre você! São as coisas mais lindas do mundo, e ai do indivíduo que ameaçar fazer cair uma lágrima sequer de tristeza desses olhos tão lindos.
É incrível como a vida tem a capacidade de dar e da mesma forma, tirar. Se eu soubesse que acabaria assim, nem ao menos teria me atrevido a falar com você lá no ponto de ônibus. Dói muito saber que eu vou te deixar aqui, sozinha e desamparada, que eu a fiz perder tanto tempo da vida com algo que duraria tão pouco. Mas olha, se tem uma coisa de que me orgulho todos os dias e que não me arrependo, foi ter conhecido você. De todas as coisas, essa foi a mais impressionante, e se Deus agora resolve me tirar desse mundo, eu sei que antes Ele me deu um presente tão magnífico de forma que eu não pudesse reclamar desse destino infeliz. Para tanto, eu agradeço por você ter feito meu pequeno tempo de vida ter valido tanto a pena. Não imaginamos que agora eu estaria num hospital internado, com poucos dias para o fim. Olha, preste atenção: eu quero que você cuide de você, e cuide muito bem. Não deixe ninguém lhe fazer mal, e seja sempre você, do jeito como te conheci. Você é tão espontânea! Não fazia esforço para rir, e eu ria tão naturalmente com você. As coisas acabam, afinal, não tem como lutar contra isso. Pode ter certeza que isso era amor, sim. E se acabou dessa forma tão trágica, é porque a vida é um pouco injusta. Sentirei tanto a sua falta, minha pequena! Pensar em não ter você nos meus braços já é uma quase morte. Desculpe não poder te dar toda uma vida, queria tanto me casar com você, ter filhos e netos... Uma vida inteira, e depois uma eternidade ao seu lado! Não pense na morte como o fim. Acabou para mim, mas para você acabou de começar. Você agora fica encarregada de te fazer feliz por mim, e toda vez que sentir um pouquinho de saudade, ou uma tristeza, olhe para o céu que eu vou estar lá te observando de longe, e serei a estrela mais brilhante, refletindo o brilho dos seus olhos. Me desculpe se essa carta é pouco grande, mas é impossível falar com você ou falar de você e ser breve. Não perca suas manias nem sua essência... Vou sentir tanta saudade de fazer planos com você! Não quero ver você triste, por favor. Me dilacera imaginar você sofrendo por isso. A gente passou momentos lindos juntos, mas agora é só você e você, mais uma vez, desculpe por não ter conseguido cumprir minha promessa de te fazer feliz por toda a vida, e se você quer saber, eu daria minha vida por você quantas vezes fosse necessário. Minha coisa mais linda da vida, te cuida como eu não pude cuidar, porque de todas as coisas, você foi a que mais de marcou. E eu te amo com toda força que me resta, com tudo o que eu ainda sou... Você é a coisa mais importante para mim e a pessoa que eu mais amei em toda vida, e se há algum receio em deixar essa vida, é simplesmente o temor de não poder mais sentir teu calor. Essas são as minhas ultimas palavras para você, meu amor, se cuida e se acredite. Sentirei saudades, aonde quer que eu esteja.
Eu te amo como nunca amei ninguém, adeus e até o infinito, minha linda.
Com amor, daquele que mais te amou enquanto viveu."
Creio que se você está lendo essa carta, é porque já soube do pior. Mas acalme-se, não quero te ver triste em nenhum momento! Lembro ainda quando te conheci, você parada tão linda e serena no ponto de ônibus. Tão clichê, não? Mas depois de um, dois, três e infinitos dias te observando no mesmo horário, esperando pelo mesmo ônibus não pude me conter. Acho que você nunca me notou, meio ali no escondido, mas eu observava cada movimento seu. Era engraçado quando você ficava minutos incontáveis olhando pro mesmo ponto e pensando mil e uma coisas e ainda fazia caretas quando o pensamento a repelia, ou sorrisos quando eram alegres. Você tinha uma mania chata de ficar arrumando o cabelo... Pra que?! Ele já era tão lindo! E você ficava lá, naquele dilema... Prendia, soltava, girava, prendia de novo, e assim ia. Quando eu já não aguentava mais, fui dar uma de bobo com você, e perguntei qual seria o próximo ônibus. Expliquei para onde estava indo e você me ajudou a escolher o caminho certo (que por "coincidência" era o mesmo que o seu). Depois disso, criamos o hábito de sempre nos encontrarmos no ponto. Acabamos nos encontrando mais tarde, na faculdade, e a amizade cresceu. Como eu queria poder te abraçar agora! Não lembro, em todo meu tempo de vida, ter encontrado garota mais bela que você. Aconteceu que o destino nos ajudou, fez a amizade virar amor. Bom, para mim já era amor há muito mais tempo, porque é impossível olhar e conviver com você sem se apaixonar. Esses seus olhos dizem tanto sobre você! São as coisas mais lindas do mundo, e ai do indivíduo que ameaçar fazer cair uma lágrima sequer de tristeza desses olhos tão lindos.
É incrível como a vida tem a capacidade de dar e da mesma forma, tirar. Se eu soubesse que acabaria assim, nem ao menos teria me atrevido a falar com você lá no ponto de ônibus. Dói muito saber que eu vou te deixar aqui, sozinha e desamparada, que eu a fiz perder tanto tempo da vida com algo que duraria tão pouco. Mas olha, se tem uma coisa de que me orgulho todos os dias e que não me arrependo, foi ter conhecido você. De todas as coisas, essa foi a mais impressionante, e se Deus agora resolve me tirar desse mundo, eu sei que antes Ele me deu um presente tão magnífico de forma que eu não pudesse reclamar desse destino infeliz. Para tanto, eu agradeço por você ter feito meu pequeno tempo de vida ter valido tanto a pena. Não imaginamos que agora eu estaria num hospital internado, com poucos dias para o fim. Olha, preste atenção: eu quero que você cuide de você, e cuide muito bem. Não deixe ninguém lhe fazer mal, e seja sempre você, do jeito como te conheci. Você é tão espontânea! Não fazia esforço para rir, e eu ria tão naturalmente com você. As coisas acabam, afinal, não tem como lutar contra isso. Pode ter certeza que isso era amor, sim. E se acabou dessa forma tão trágica, é porque a vida é um pouco injusta. Sentirei tanto a sua falta, minha pequena! Pensar em não ter você nos meus braços já é uma quase morte. Desculpe não poder te dar toda uma vida, queria tanto me casar com você, ter filhos e netos... Uma vida inteira, e depois uma eternidade ao seu lado! Não pense na morte como o fim. Acabou para mim, mas para você acabou de começar. Você agora fica encarregada de te fazer feliz por mim, e toda vez que sentir um pouquinho de saudade, ou uma tristeza, olhe para o céu que eu vou estar lá te observando de longe, e serei a estrela mais brilhante, refletindo o brilho dos seus olhos. Me desculpe se essa carta é pouco grande, mas é impossível falar com você ou falar de você e ser breve. Não perca suas manias nem sua essência... Vou sentir tanta saudade de fazer planos com você! Não quero ver você triste, por favor. Me dilacera imaginar você sofrendo por isso. A gente passou momentos lindos juntos, mas agora é só você e você, mais uma vez, desculpe por não ter conseguido cumprir minha promessa de te fazer feliz por toda a vida, e se você quer saber, eu daria minha vida por você quantas vezes fosse necessário. Minha coisa mais linda da vida, te cuida como eu não pude cuidar, porque de todas as coisas, você foi a que mais de marcou. E eu te amo com toda força que me resta, com tudo o que eu ainda sou... Você é a coisa mais importante para mim e a pessoa que eu mais amei em toda vida, e se há algum receio em deixar essa vida, é simplesmente o temor de não poder mais sentir teu calor. Essas são as minhas ultimas palavras para você, meu amor, se cuida e se acredite. Sentirei saudades, aonde quer que eu esteja.
Eu te amo como nunca amei ninguém, adeus e até o infinito, minha linda.
Com amor, daquele que mais te amou enquanto viveu."
segunda-feira, 23 de julho de 2012
"Tentei, juro que tentei, mas novamente essa pecinha que fica atras dos nossos olhos, dentro da nossa cabeça não me deu escolha, pois mesmo para te esquecer, eu tenho que pensar em te esquecer, ou seja, volto a pensar em você, e creio que vai demorar muito pra findar esse circulo vicioso que é TE AMAR."
Vinícius Morales
segunda-feira, 9 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
A gente costumava ser um só, duas metades unidas, dois corpos em um. Ele me fazia feliz e eu fazia o mesmo por ele... A gente se entendia, conversava por horas, brincava. A gente era amor, sabe? Daquele tipo que faz você perder o fôlego, que não te deixa espaço para mais nada, só para amar. As nossas loucuras, as nossas fantasias... Tudo era tão bom. Eu sabia tudo sobre ele, eu irritava, batia, xingava. Tinha briga, mordida e amasso. Tinha cafuné, massagem, cosquinha, tinha beijo, bico e tudo o que podia ter. A gente era extremo, quando brigava era pra valer, quando amava, mais ainda. Não tinha segredos, não tinha estranhamento nem vergonha, era como se ele fosse eu e eu fosse ele. Era simples, complexo, doentio, vulgar. Era paixão, fogo, e mais um pouco. Acho que eu poderia ser assim com ele até o fim da minha vida, acho que eu poderia tê-lo comigo para sempre, sem reclamar. Afinal, é exatamente isso que eu queria, que isso durasse uma eternidade e mais alguns dias.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
E aí a gente se surpreende, não é mesmo? Não com alguém, mas com a gente mesmo. A gente sofre uma, duas, três vezes e sempre diz que é a ultima vez, que vai ficar sozinho... Que essa coisa de amor não existe. Mas aí a gente conhece outra pessoa e deixa-se levar, esquece tudo. Deixa essa pessoa pegar a nossa mão, e quando vê, levar o corpo inteiro, deixa-se acariciar, se sentir querido. E é tão bom estar com alguém especial... Mas um dia ela vai embora, e aí a gente se surpreende de novo, de como aconteceu tudo outra vez sem percebermos. Sem levar em conta que a gente sempre acaba assim, magoado. Mas talvez seja assim a vida, com um vai e vem de pessoas que levam consigo um pedacinho da gente, sempre nos deixando meio dilacerados... Quem sabe afinal, não venha aquela pessoa que não vá embora, que fique, apesar de tudo? Quem sabe seja aquela pessoa que a gente menos espera? De um jeito ou de outro, bom ou ruim, a gente acaba sempre se surpreendendo...
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Havia passado um tempo desde a ultima vez que o vi. Afinal, aprendi a conviver sem a presença dele, acho que acabei superando. Não, superado não, talvez acostumado. E não entendi porque depois de tanto tempo, ele resolveu me encontrar. Eu sabia que isso dificultaria as coisas para mim depois, mas às vezes sou irracional demais. Enquanto esperava sentada em uma mesinha dentro de uma lanchonete, à noite, pensava em como as coisas haviam mudado. Eu havia cortado meu cabelo, estava diferente, mais confiante, mais dura, talvez até mais atraente. A gente fica assim depois de uma decepção, acaba mudando um pouco.
Vi quando ele entrou e procurou um rosto conhecido entre as pessoas. Ele, ao contrário de mim, não havia mudado. Estava com o mesmo jeito único de sempre. Estava bem até, com uma aparência boa, apesar da expressão apática. Me encontrou e percebi seu leve sorriso no rosto. Pousei a xícara de café na mesa enquanto ele se aproximava, me preparando para o baque seguinte. Olhá-lo vindo em minha direção já não era fácil, principalmente depois de tanto tempo, principalmente agora que eu já estava conseguindo seguir a vida. Meu coração acelerou involuntariamente, senti meu estomago apertar, minha garganta se fechou. Eu não deixaria me abalar agora, não depois de tudo pelo que passei.
- Oi. - Disse eu, tentando controlar o tom da voz.
- Oi... Você parece muito bem, como tem passado?
- Muito bem - menti. - Digo o mesmo de você... Afinal, você cumpriu o acordo. Pensei que não o faria depois de tanto tempo. Pensei que nem lembraria.
- De jeito nenhum. E não pensei o mesmo de você. Sabia que te encontraria como o combinado. - Disse ele de um modo afável. - Sabe, não sei qual foi o objetivo desse acordo... Nos encontrarmos depois de 2 anos desde que havíamos rompido? Não é um tipo de coisa que faz sentido, e nós nunca fizemos esse tipo mesmo. - Ele sorriu, me desconcertando um pouco.
- Isso é verdade. Acho que o objetivo era ver o que tinha virado a vida de cada um... Como havíamos nos saído depois desse tempo. Faz tanto tempo e mesmo assim parece que se passou apenas alguns dias olhando você agora, mais uma vez. - Eu estava lutando para parecer razoável, inteira. - Comece você, como está sua vida? Achou alguém especial? - Dei um sorriso simpático, apesar da dor que sentia por dentro.
Ele bagunçou o cabelo, parecendo pouco envergonhado. Ele tinha cabelos castanho-escuros, da cor de seus olhos. Sua feição era de uma beleza incrível. Seu sorriso ainda mexia comigo. E seu olhar, sempre tão alegre, espontâneo, sempre tão esplêndido.
- Para falar a verdade, no começo foi difícil superar a sua perda. Não lembro o que aconteceu, mas sei que me arrependi logo depois de terminarmos. - Agora sua expressão era séria - Mas você sabe, sempre fui muito orgulhoso. Resolvi tentar seguir em frente, viajei, conheci lugares, pessoas. Eu sofri muito até conseguir me restabelecer. Você foi muito especial para mim. Eu deveria ter ido atrás de você no mesmo instante em que te deixei, mas sabia que assim seria melhor para você. Você é o tipo de pessoa que merece o melhor que houver, e eu não era esse cara. Você merecia alguém melhor, com certeza - senti que ele se esforçava para não desmoronar também, mas deu um sorriso - Agora estou melhor. Conheci alguém. Não será nunca como foi com você, mas ela está me fazendo feliz agora.
Senti um golpe no peito, mesmo sabendo que não fazia sentido, afinal, não tínhamos nada mais há muito tempo. Era bom que ele tenha encontrado alguém que o fizesse feliz. Mesmo assim, a ideia me atormentava. Não conseguia imaginá-lo com outra pessoa, alguém o abraçando, deitando-se com ele, o fazendo sorrir como eu costumava fazer. Agora me sentia totalmente fragilizada, principalmente porque ele havia superado tão bem, estava com alguém, enquanto eu ainda sentia dor, enquanto eu estava sozinha ainda. Como sou fraca!
- É difícil ouvir isso. Não vou mentir, acho que eu sofri muito mais com sua perda. Para falar a verdade, às vezes ainda sofro. - Eu senti minha visão embaçar com as lágrimas, mas as contive - Nunca conheci, e acho que não vá conhecer, alguém que me fará tão bem quanto você me fez. Ninguém pode substituir o que eu sentia por você. Acho que isso ficará para sempre em mim, acho que não foi igual para nós dois. Mas o que isso importa agora? Que bom que você achou alguém que o faz feliz, você está seguindo sua vida... Coisa que eu deveria fazer. Aliás, coisa que eu fiz, mas não tão bem quanto você. Mas não se preocupe comigo, eu vou me sair bem. Consegui um emprego melhor e agora estou empenhada nisso, recuperei o contato com meus pais... Estou em processo de renascimento. Agora, acredito que eu seja outra pessoa. Estou mais madura, mais segura de mim. Aprendi da pior forma, mas aprendi. Uma hora a gente tem que esquecer, superar. Nunca te esqueci, nunca deixei de te amar, mas agora isso não faz mais diferença. Guardo apenas suas lembranças boas. Você, apesar de tudo, foi bom para mim. Não temos mais o que conversar, cada um tem a sua vida, e espero que você tenha sucesso. Quem sabe não nos esbarramos por aí um dia... - esbocei um meio sorriso, mas já não podia conter as lágrimas. Tomei um último gole de café na xícara e me ajeitei para ir embora - Você merece o melhor também, apesar de não achar isso. Seja você, como sempre foi, e conseguirá tudo o que quiser. Acho que essa é nossa despedida definitiva, adeus, então...
Levantei-me e saí, sem dizer mais nada. Eu sabia que nunca mais o veria, e isso contorceu meu coração mais uma vez. O que restava agora? Nada. Apenas eu, minha dor e minha solidão.
Eu perdi o amor da minha vida e não há mais nada que se possa fazer sobre isso.
Vi quando ele entrou e procurou um rosto conhecido entre as pessoas. Ele, ao contrário de mim, não havia mudado. Estava com o mesmo jeito único de sempre. Estava bem até, com uma aparência boa, apesar da expressão apática. Me encontrou e percebi seu leve sorriso no rosto. Pousei a xícara de café na mesa enquanto ele se aproximava, me preparando para o baque seguinte. Olhá-lo vindo em minha direção já não era fácil, principalmente depois de tanto tempo, principalmente agora que eu já estava conseguindo seguir a vida. Meu coração acelerou involuntariamente, senti meu estomago apertar, minha garganta se fechou. Eu não deixaria me abalar agora, não depois de tudo pelo que passei.
- Oi. - Disse eu, tentando controlar o tom da voz.
- Oi... Você parece muito bem, como tem passado?
- Muito bem - menti. - Digo o mesmo de você... Afinal, você cumpriu o acordo. Pensei que não o faria depois de tanto tempo. Pensei que nem lembraria.
- De jeito nenhum. E não pensei o mesmo de você. Sabia que te encontraria como o combinado. - Disse ele de um modo afável. - Sabe, não sei qual foi o objetivo desse acordo... Nos encontrarmos depois de 2 anos desde que havíamos rompido? Não é um tipo de coisa que faz sentido, e nós nunca fizemos esse tipo mesmo. - Ele sorriu, me desconcertando um pouco.
- Isso é verdade. Acho que o objetivo era ver o que tinha virado a vida de cada um... Como havíamos nos saído depois desse tempo. Faz tanto tempo e mesmo assim parece que se passou apenas alguns dias olhando você agora, mais uma vez. - Eu estava lutando para parecer razoável, inteira. - Comece você, como está sua vida? Achou alguém especial? - Dei um sorriso simpático, apesar da dor que sentia por dentro.
Ele bagunçou o cabelo, parecendo pouco envergonhado. Ele tinha cabelos castanho-escuros, da cor de seus olhos. Sua feição era de uma beleza incrível. Seu sorriso ainda mexia comigo. E seu olhar, sempre tão alegre, espontâneo, sempre tão esplêndido.
- Para falar a verdade, no começo foi difícil superar a sua perda. Não lembro o que aconteceu, mas sei que me arrependi logo depois de terminarmos. - Agora sua expressão era séria - Mas você sabe, sempre fui muito orgulhoso. Resolvi tentar seguir em frente, viajei, conheci lugares, pessoas. Eu sofri muito até conseguir me restabelecer. Você foi muito especial para mim. Eu deveria ter ido atrás de você no mesmo instante em que te deixei, mas sabia que assim seria melhor para você. Você é o tipo de pessoa que merece o melhor que houver, e eu não era esse cara. Você merecia alguém melhor, com certeza - senti que ele se esforçava para não desmoronar também, mas deu um sorriso - Agora estou melhor. Conheci alguém. Não será nunca como foi com você, mas ela está me fazendo feliz agora.
Senti um golpe no peito, mesmo sabendo que não fazia sentido, afinal, não tínhamos nada mais há muito tempo. Era bom que ele tenha encontrado alguém que o fizesse feliz. Mesmo assim, a ideia me atormentava. Não conseguia imaginá-lo com outra pessoa, alguém o abraçando, deitando-se com ele, o fazendo sorrir como eu costumava fazer. Agora me sentia totalmente fragilizada, principalmente porque ele havia superado tão bem, estava com alguém, enquanto eu ainda sentia dor, enquanto eu estava sozinha ainda. Como sou fraca!
- É difícil ouvir isso. Não vou mentir, acho que eu sofri muito mais com sua perda. Para falar a verdade, às vezes ainda sofro. - Eu senti minha visão embaçar com as lágrimas, mas as contive - Nunca conheci, e acho que não vá conhecer, alguém que me fará tão bem quanto você me fez. Ninguém pode substituir o que eu sentia por você. Acho que isso ficará para sempre em mim, acho que não foi igual para nós dois. Mas o que isso importa agora? Que bom que você achou alguém que o faz feliz, você está seguindo sua vida... Coisa que eu deveria fazer. Aliás, coisa que eu fiz, mas não tão bem quanto você. Mas não se preocupe comigo, eu vou me sair bem. Consegui um emprego melhor e agora estou empenhada nisso, recuperei o contato com meus pais... Estou em processo de renascimento. Agora, acredito que eu seja outra pessoa. Estou mais madura, mais segura de mim. Aprendi da pior forma, mas aprendi. Uma hora a gente tem que esquecer, superar. Nunca te esqueci, nunca deixei de te amar, mas agora isso não faz mais diferença. Guardo apenas suas lembranças boas. Você, apesar de tudo, foi bom para mim. Não temos mais o que conversar, cada um tem a sua vida, e espero que você tenha sucesso. Quem sabe não nos esbarramos por aí um dia... - esbocei um meio sorriso, mas já não podia conter as lágrimas. Tomei um último gole de café na xícara e me ajeitei para ir embora - Você merece o melhor também, apesar de não achar isso. Seja você, como sempre foi, e conseguirá tudo o que quiser. Acho que essa é nossa despedida definitiva, adeus, então...
Levantei-me e saí, sem dizer mais nada. Eu sabia que nunca mais o veria, e isso contorceu meu coração mais uma vez. O que restava agora? Nada. Apenas eu, minha dor e minha solidão.
Eu perdi o amor da minha vida e não há mais nada que se possa fazer sobre isso.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Mas quando é pra falar de você eu sempre me perco um pouco, sempre fico confusa... Minha mente se recusa a funcionar bem quando o assunto é você. Você me bagunça, me desarruma. Eu vejo as suas fotos e dou risada para o nada, você me fascina. Sinto uma vontade louca de te ver, de te abraçar... Não sei como, mas você me encanta de uma forma impressionante, você mexe comigo. Admiração é pouco para expressar o que eu sinto quando te vejo. Você é tão lindo! Não sei se mereço toda essa sorte de ter você, a pessoa mais impressionante que existe. Dizem que quando estamos apaixonados, temos costume de colocar a pessoa amada em um pedestal... Afinal, acho que é isso mesmo que aconteceu. Que eu estou apaixonada não resta dúvida. Cada movimento seu é um novo motivo para eu sorrir. Cada vez que você abre aquele sorriso largo que eu adoro, mostrando todos os dentes e deixando os olhos bem pequenininhos, quando a gente conversa por olhares, sem precisar de palavras. Adoro essa nossa conexão. Acho que não consigo me recuperar se um dia te perder. Acho que você é tão essencial para mim quanto o ar que eu respiro. Afinal, você e eu somos metades de um inteiro, somos encaixes no quebra-cabeça. Você é tudo. Eu com você, sou tudo.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Carta de Amor - Bruno Ghor
Para de dizer que é normal ficar assim
Chorando e sofrendo sem ninguém te dar valor
Trancada nesse quarto afogada em solidão
Pensando que ninguem vai conquistar seu
coração
Para de querer alguem perfeito pra você
Pois são com os defeitos que aprendemos a
viver
Um dia após o outro vamos juntos nos amar
Deixando o sentimento mais bonito nos guiar
Promete ser minha mulher que te dou muito amor
Esquece o seu passado e vem sentir o meu calor
Vem me amar agora, eu quero com você fazer a
nossa história
Deixar a nossa carta de amor se escrever, eu
juntinho de voce
Vem ficar comigo, eu quero ser bem mais do que
um simples amigo
Me deixe te mostrar o que eu posso fazer
Um amor eterno agora vai acontecer
Bruno Ghor - Todos os direitos reservados.
terça-feira, 5 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
Ainda sinto a sua falta. Vários dias se passaram, e eu continuo aqui, tentando me manter intacta sem você. Não vou falar que é fácil, mas eu estou tentando. Não é fácil acordar e automaticamente, pela força do hábito, olhar o celular para ver se tem uma mensagem de "bom dia", e depois lembrar que não existe mais isso. Não é fácil entrar no msn e ver você online sem poder te chamar. Não é fácil ver que você está se saindo bem sem mim. Não é fácil lembrar seu sorriso e seu olhar. É difícil ver você sorrindo e não poder te beijar. Eu queria poder te abraçar mais uma vez. Faz tanto tempo que já se passou, e mesmo assim continuo aqui costurando meu coração. Sentindo falta da sua voz, do seu perfume, de como você costumava brincar comigo. Sinto falta de assistir filmes com você e ocupar todo o espaço do colchão só por pirraça. Sinto falta de como você gostava de comer pipoca com brigadeiro comigo. Sinto falta de ficar deitada com você debaixo das cobertas no frio. Sinto falta de falar mal do seu ídolo pra te irritar. Sinto falta de como você me olhava e me acarinhava, de como você beijava minha testa, minha bochecha, meu nariz, minha boca... Sinto tanta falta de você. Dói saber que acabou, que não vai mais acontecer. Dói não te ter aqui. Eu só queria poder ter você de novo, nem que fosse só por mais um minuto. Ainda sinto a sua falta, ainda sofro pela sua perda.
Ainda amo você, mesmo contra a minha vontade.
Ainda amo você, mesmo contra a minha vontade.
Vem junto de mim, vem… Porque eu te amo e te quero, quero nos meus braços. No meu abraço apertado, e te quero perto de mim. Deixa eu te beijar, te apertar, deixa eu te morder. Vem pra perto de mim porque eu preciso, vem me fazer feliz, vem. Deixa eu te olhar mais uma vez, deixa eu sentir teu sorriso, sentir tua mão, deixa ser paixão. Eu quero deitar em seu colo, quero que você deite no meu. Deixa eu mexer e bagunçar seu cabelo, deixa eu esquentar meu pé no seu. Deixa que seja amor, deixa que seja eu e você. Deixa que seja nós…
sexta-feira, 1 de junho de 2012
"E tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meus pensamentos
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
terça-feira, 29 de maio de 2012
Basta uma foto, uma carta, um perfume... Basta qualquer lembrança simples para fazer o coração apertar. Em uma época que achávamos que tudo seria para sempre, sem nos dar conta de que acabaria. Não aproveitamos tudo que podíamos, na esperança de ter tempo suficiente para isso mais tarde. Meros tolos, sem noção de que o tempo passa e leva todas nossas certezas mais absolutas. É tão difícil ver essa foto da gente, tão jovens e bonitos, cheios de planos e vida, agora jogados no baú do passado. Sinto falta dessa época, e se sinto um perfume que te lembra, o coração bate rápido como se ainda esperasse você voltar. Guardei tudo o que nos pertencia, e é impossível lembrar sem chorar. Éramos tão felizes, queria poder dividir esses momentos novamente com você. Mas a vida faz o papel dela, e nós fazemos o nosso. Sinto falta dos nossos planos, de quando olhávamos na mesma direção, sinto falta do seu calor. Aprendi a seguir a vida, aprendi a cuidar de mim. Mas a ferida, a dor da perda, sempre estará aqui para me fazer perder o fôlego. Não vou rasgar suas fotos, não vou queimar suas cartas, não vou devolver os presentes. Você ainda faz parte de mim, queira ou não. Onde quer que você esteja agora, eu sei que estará bem. Sei que nossas vidas se encontraram por um motivo, do mesmo modo que se separaram. Um dia estarei com você novamente, eu sei disso. Até lá, eu te guardo comigo na memória...
"Não sei se estou obcecado, mas ninguém sabe o quanto eu amo esta garota. Vê-la todos os dias sem poder toca-la, beija-la, faz de mim um prisioneiro dentro do meu próprio corpo, da minha alma, da minha mente. Não tem um só dia em que não penso nela, se fecho os olhos, é ela quem eu vejo, tudo que eu faço, faço pensando nela, naqueles olhos, naquela boca, naquele corpo, que como um artista observa uma obra de arte, me fascina, me assusta de tanta beleza. Sim, é nela que eu penso todas as noites, todos os dias, todas as horas e por insuportáveis segundos, imagino-a em meus braços, tocando sua pele macia, e minha vontade maior é subir o mais alto que puder e jurar o meu amor a ela, como testemunhas os quatro ventos e gritar do fundo dos pulmões: EU TE AMO!"
Vinícius Morales - Facebook
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Merda, não estraga tudo! Eu aqui, tentando ser forte, construindo um muro gigante e duro, aí vem você com meiguice e derruba tudo, dissolve tudo. Porra, como eu sou fraca! Você assopra e o muro cai. Vai ser desse jeito lá na puta que pariu, merda. Eu te odeio por fazer isso comigo, nossa. Ninguém deixou você usar a poção do amor comigo não, querido. Olha só como eu estou agora! Que bosta hein, você fala um A e eu deliro, que raiva. Eu tento me controlar e você estraga tudo. Não posso nem sentir raiva mais, tá vendo só? É tudo culpa sua, isso mesmo, sua culpa. Droga viu, que menino besta, pensa que pode chegar assim e me deixar mole, apaixonada, sem defesa. Seu... Grrrrrrrrrrr. Não quero papo, to de mau. Hunf.
Por que é tão difícil? Sério, por quê? Eu gosto tanto de você, é só entender que eu quero você só comigo, e mais ninguém. É tão simples... Sou orgulhosa e egoísta mesmo, sempre fui. Várias vezes já deixei de ser por você, mas tem hora que não dá. Não é questão de confiança, mas eu sinto medo toda vez que você sai na rua. Tenho medo de que você ache alguém melhor que eu, e isso não é difícil. Quem quer ficar com uma pessoa chata, egoísta, chata, paranoica, chata, sem graça, chata e enrolada? Ninguém, eu acho. Mas eu não consigo não ser assim, eu quero te dar liberdade, mas quero te prender aqui também. Quero que você seja feliz, mas faço tudo errado. Acho que eu e você temos personalidades muito fortes, orgulhosas, que sempre se atritam. Mas e daí? Eu passo a semana inteira com raiva de você, e quando chega o fim de semana, eu não consigo te olhar sem que um sorriso involuntário apareça na minha face. Isso me dá nos nervos. Quem disse que eu deixei você fazer isso comigo? Sério, eu não deixo! Vá por favor procurar a sua turma e deixa meu coração bater em paz. Parece que toda vez que eu sinto alguma coisa por você, ou te vejo, meu coração bate com tanta força que parece que estão atirando em mim, de dentro. Desde que eu te conheci, minha vida virou do avesso. Eu tentei me controlar sim, mas você fez questão de que eu perdesse o controle. Pronto, estou aqui apaixonada, sem juízo e maluca. Não to dizendo que seja sua culpa... Na verdade estou sim, a culpa é sua mesmo. Ninguém mandou ser desse seu jeito aí, todo lindo, galã, conquistador. "Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais". Eu te amo tanto que dá raiva, garoto. Acho que já sei porque não queria me apaixonar por você, no fundo eu sabia que seria fatal. É ruim demais me importar tanto assim com você, sabia? Eu me preocupo demais. Na hora da raiva, eu perco a cabeça, falo besteira, pareço criança. Me perdoe por essas horas. Agora eu sei como é namorar alguém que todo mundo quer, e não é fácil não, viu? Ter que conviver com a ideia de que você pode me largar qualquer hora e ficar com quem você quiser. Nossa, escrever isso dói. É engraçado pensar que você faz isso comigo, porque eu lembro de ter me dito que eu nunca deixaria ninguém me abalar. Enfim, é só lembrar que eu não sou brinquedo, e se você acha que eu sou tudo isso também, pode me dar um tabefe e me repreender. Eu vou tentar ser legal... E quando eu parar de me importar e me preocupar, você vai saber que é porque eu estou voltando a ser fria, ou tentando te esquecer, sei lá. Não quero isso, mas se for melhor pra você, aproveite, porque pra mim var ser péssimo. Para de graça, não fica querendo me deixar solta, porque isso uma hora vai encher meu saco. E uma hora eu vou acabar indo embora.
Ah, mais um pedido... Esquece tudo isso que eu escrevi, ta bom? Eu te amo tanto que sempre vou acabar cometendo os mesmo erros e deixar de lado toda essa merda. Eu te amo, e isso já basta por enquanto. Só saiba que meu amor não tem limite, e eu nunca acharei ruim ter você no meu pé sempre.
Ah, mais um pedido... Esquece tudo isso que eu escrevi, ta bom? Eu te amo tanto que sempre vou acabar cometendo os mesmo erros e deixar de lado toda essa merda. Eu te amo, e isso já basta por enquanto. Só saiba que meu amor não tem limite, e eu nunca acharei ruim ter você no meu pé sempre.
Você é a pessoa
mais idiota que eu conheço.
E é a que eu mais amo também.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Tá virando rotina sentir raiva de você? Ou você faz de propósito mesmo? Porque isso não funcionaria se eu não me importasse com você, se eu não desse a mínima. Não faria diferença para mim, mas infelizmente faz. Mas olha, eu gosto de mim também, sabe? Eu te amo mais do que amo a mim mesma, e por ai já está errado. Mas agora é tarde, a coisa já desandou. Eu não quero me permitir sentir raiva toda hora, não quero me permitir sofrer enquanto você dá risada. Não quero me doar à toa. Tá certo que eu me doaria à você em qualquer hora, situação ou lugar, mas quero me valorizar também. Se você me quer para me fazer mal, sinto muito, mas eu quero quem queira me fazer bem, e tem pessoas dispostas a isso, eu acho. É triste dizer isso, mas você tem tanto efeito sobre mim, que eu passei a pensar. Pensar em tudo que nos diz respeito. E quero continuar sempre, feliz e avante, com você. Mas se você não quer, eu quero procurar a minha felicidade. Bom, alguma outra felicidade, porque você já é a minha. Só não quero chorar toda noite por você, enquanto você nem lembra que eu existo. Como dizem: para não machucar seu coração, o jeito é fingir que você não tem um. É contraditório. O que me faz feliz, me faz triste. O que me traz conforto, me traz preocupação. E a minha cura é meu veneno.
Apanha, apanha e apanha.
Uma hora cansa de se machucar.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Peripécias
Ante-ontem cheguei em casa após um dia cansativo na escola e comi. Estava realmente tudo muito tranquilo até minha irmã começar a gritar comigo pra ir na farmácia comprar remédio de não-sei-lá-o-que. Eu falei que tava com preguiça e ela falou tanto na minha orelha que eu resolvi ir, e deixei-a aqui gritando. Menina explodida. Mas eu tava mesmo com preguiça e já tinha até colocado pijama. Enfim, só troquei o short e coloquei uma blusa de frio e fui parecendo uma mendiga de pijama e descabelada. A parte boa é que a farmácia é perto de casa, na esquina praticamente. Bom, isso era até eu chegar lá e descobrir que a farmácia virou uma lanchonete e eu teria que ir na farmácia da praça, mais longe do que eu pretendia andar daquele jeito. Fui, afinal já estava lá né... E estava aquele calor, aquele sol da Bahia e eu não podia tirar a blusa de frio porque eu tava de pijama. Parece que é combinado, o dia que eu saio assim de casa, tenho que ir na farmácia nos quintos do inferno. Cheguei, olhei pro farmacêutico e pensei: fodeu. Ele era vesgo, e eu nunca tive problemas com pessoas vesgas, mas dessa vez me deu um desespero que eu não sabia pra qual olho dele olhar, e fiquei nervosa, olhando os dois, e olhando pra baixo pra não ter que olhá-lo e aí beleza, ele percebeu e a situação ficou constrangedora ao extremo. Não via a hora de sair de lá. Coitado.
Estava quase chegando em casa, ufa, quando encontrei minha prima na rua. É que quando a gente saí desse jeito pra ir na farmácia, o universo decide que temos que andar mais e encontrar pessoas conhecidas na rua, situações que não acontecem quando estamos parecendo top models. Conversa vai, conversa vem, ela pergunta se eu to de pijama. Ok, eu realmente pensei que não daria pra perceber, mas descobri que tava na cara. O bom é que ela comprou Xbox e chamou eu e minha irmã pra dormir lá, uhul.
E nesse dia eu aprendi a ser tão otimista quanto Murphy. E também, que tudo isso que eu escrevi não tem nada de interessante, legal, produtivo, engraçado ou peripécia.
Estava quase chegando em casa, ufa, quando encontrei minha prima na rua. É que quando a gente saí desse jeito pra ir na farmácia, o universo decide que temos que andar mais e encontrar pessoas conhecidas na rua, situações que não acontecem quando estamos parecendo top models. Conversa vai, conversa vem, ela pergunta se eu to de pijama. Ok, eu realmente pensei que não daria pra perceber, mas descobri que tava na cara. O bom é que ela comprou Xbox e chamou eu e minha irmã pra dormir lá, uhul.
E nesse dia eu aprendi a ser tão otimista quanto Murphy. E também, que tudo isso que eu escrevi não tem nada de interessante, legal, produtivo, engraçado ou peripécia.
sábado, 19 de maio de 2012
Eu não vou chorar, eu não vou chorar, eu não vou chorar. As mãos podem tremer, pode faltar o ar e quase vomitar o coração, mas não vou chorar. Pelo menos uma vez eu vou ser forte, concisa. Sem drama, sem choro, sem soluço. E vou repetir o quanto for preciso, para que nenhuma lágrima caia sobre meu rosto. Vou ser lacônica: eu vou aguentar, sem chorar.
Repeti tanto que pareceu inútil, porque neste exato momento, sinto que transbordei sem querer. Droga de descontrole.
Repeti tanto que pareceu inútil, porque neste exato momento, sinto que transbordei sem querer. Droga de descontrole.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A menina e o pássaro encantado – Ruben Alves
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Tudo o que eu faço eu não escondo, mesmo sabendo que é errado. Eu deixo ali, eu assumo os meus erros, não tento apagar. Não tento fingir que não fiz nada. Se alguém ver, beleza. Mas se você faz o contrário, como quer que eu confie? Quando eu confio, eu confio pra valer. Mas se trair minha confiança uma única vez, não tem jeito: eu sempre vou desconfiar depois disso.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Quero teus abraços, teus afagos, tudo que houver em você. Quero você por inteiro, quero seu sorriso, sua ternura. Tudo que houver para me dar, eu aceito de você. Quero sua presença, seu calor, seu toque. Sua canção mais bonita, seu olhar mais brilhante. Sua fala fugaz, quero balbúrdia com você na cama. Quero você, meu bem. Quero seu amor.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois.Eu me apeguei demais à você, e não acho que isso seja uma coisa exatamente boa. Eu costumava sonhar, imaginar minha vida com você, e já me apeguei a isso também. Eu sei que não podemos prever o futuro, que tudo é incerto, mas eu gostaria de passar minha vida ao seu lado. E sei que isso é uma coisa difícil de acontecer também. Somos jovens, muitas coisas acontecerão. Há tantas coisas para você viver, não acho que queira se prender a alguém tão cedo. Eu não preciso experimentar de tudo para saber que o que quero é só você, mas não sei se isso se aplica à você também. Essa é uma preocupação tola, que não precisa de atenção agora que tudo está bem, mas penso nisso sem querer, é inevitável como as lágrimas. Não que eu seja totalmente uma manteiga derretida, mas quando se trata de você... Olha, você me deixa indefesa, vulnerável, e isso acaba comigo! Imaginar você com outra pessoa me tortura de tal forma que eu perco o ar. Tenho medo de que não dê certo, de que você se case com outra pessoa, de que você um dia se esqueça de mim. De que o que vivemos não tenha nenhum significado. Não quero sofrer antes da hora, mas eu faria de tudo para que esse dia nunca chegasse. Também não quero te prender, roubar sua vitalidade, sua felicidade. Não sou tão egoísta assim. Espero que se um dia você se canse de mim, me diga. O quanto antes, aliás. E um dia eu superarei. Nunca será a mesma coisa sem você, mas eu vou tentar me manter viva. Não venha me ver se não quiser me levar embora com você. Meu amor é tão grande que eu voltarei para você quantas vezes você pedir. Só não brinque comigo, meu coração não é regenerativo e ficará com marcas pra sempre. Quero que seu abraço dure para sempre, e não, não quero pensar em minha vida sem você, isso dói demais. Você prometeu, lembra? Prometeu que me amaria para sempre! Prometeu que ficaria comigo... Por que agora tudo parece tão sem sentido? Todas as noites que eu sonhei com você, todas as vezes que eu escolhi nomes para nossos futuros filhos... Será que nada disso valeu? E se você me apagar da memória, como apaga um rabisco no caderno? Eu só queria que não acabasse, que isso que eu tenho de você durasse para sempre.
Eu só queria que você me amasse. Aliás, eu só quero que você me ame, agora. E se um dia isso acabar, eu peço que faça uma força para se lembrar de mim como uma coisa boa. Porque eu estarei sempre aqui, disposta a te ter. Para sempre eu vou te amar. E que seja eterno. Pelo menos enquanto durar...
sábado, 5 de maio de 2012
Eu não tenho uma história triste pra contar, de um amor que se foi ou coisa parecida. Vocês podem ficar decepcionados, mas não, eu não tenho. E acho que seja uma coisa boa... Tantas vezes já chorei deitada, sentindo na pela a solidão, vontade de ter alguém por perto. Eu soube esperar, porque não deu certo quando eu fui precipitada em achar que era amor o que era apenas carência. Então eu esperei, me deleitei na ausência de quem nem existia. Sabe, saber esperar é uma virtude. Esperei e deu no que deu, apareceu pra mim a pessoa mais maravilhosa que eu poderia ter. Eu pedi alguém especial e veio alguém além disso, além do que eu pedi. Alguém com quem eu posso compartilhar os momentos mais românticos de histórias de amor. Abraços apertados, brincadeiras que só a gente entende, tudo que eu lia em livros. E agora eu vejo como foi importante saber esperar, porque essa pessoa, essa metade, nesse tempo todo em que eu pensava não ter ninguém, estava se preparando para vir para mim...
quinta-feira, 3 de maio de 2012
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